O PS através de António Vitorino pediu esta semana ao Presidente da República apoio nesta fase em que a Oposição está a trabalhar a travar algumas medidas do Governo.
Acenam com a crise política e pedem ao Presidente que intervenha para garantir o regular funcionamento das instituições.
Sucede que tudo o que tem estado a acontecer é apenas o funcionamento da democracia. Já aqui fiz o elogio da maioria relativa logo após as eleições, uma vez que é aqui que se cria um espaço de negociação e de busca de consensos políticos.
Sucede que José Sócrates não gosta da maioria relativa. Para o Primeiro Ministro isto é um problema e, consequentemente, sê-lo-á para o País.
Convidar o PR a pronunciar-se é querer implicar o Presidente numa crise política que na verdade inexiste. O PS está a antecipar um cenário que não existe na atitude de vitimização a que o José Sócrates já nos habituou, porém com novas nuances.
Ora se o PR não entrar neste jogo, ou se intervier mas não apoiar o Governo, o PS vai dizer no futuro que o PR não interveio para tutelar o regular funcionamento das instituições.
Se intervier e apoiar o Governo, compromete-se com o PS e afasta-se dos partidos que o apoiam, criando um fosso com a sua base de apoio. Nesta hipótese tem-se uma certeza, o PR será usado como arma de arremesso pelo PS. Mas nesta situação, a crise que apenas existe na cabeça do PS passa a ser uma verdadeira crise no regime.
Quando o País mais precisa de estabilidade e concentração nos problemas, é exigível ao partido maioritário e que governa Portugal um pouco mais de atenção aos problemas do País. Portugal enfrenta uma crise gravíssima a que não é alheia a acção governativa que temos tido desde o Eng. António Guterres.
quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
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Política
terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
Hopenhagen
Por estes dias estão reunidos em Copenhaga os responsáveis mundiais com vista a tratar o problema das alterações climáticas.
É um motivo de forte esperança para a humanidade saber que estes assuntos que nos tocam de forma tão forte estão a ser discutidos.
Muito se tem dito sobre o insucesso ou sucesso desta Cimeira. Muito se tem dito que o aumento da temperatura do globo é um facto inevitável. Muito se tem feito e contradito para retirar importância a esta reunião.
À parte de todas as explicações científicas, e sem ser cientista, parece-me óbvio que o caminho que a humanidade tem seguido é insustentável. Explorar e consumir os recursos naturais até à exaustão, produzir Co2 de forma crescente, deixar resíduos tóxicos no mar, terra, água e ar, construir sem regras, é para qualquer pessoa evidente que leva à destruição.
Tenhamos esperança de que nesta reunião de Cimeira de Copenhaga se chegue a um verdadeiro compromisso que as futuras gerações reconheçam como marco histórico.
(http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413028 ;
http://www.ionline.pt/conteudo/36430-copenhaga-abre-com-filme-emocionante---video)
É um motivo de forte esperança para a humanidade saber que estes assuntos que nos tocam de forma tão forte estão a ser discutidos.
Muito se tem dito sobre o insucesso ou sucesso desta Cimeira. Muito se tem dito que o aumento da temperatura do globo é um facto inevitável. Muito se tem feito e contradito para retirar importância a esta reunião.
À parte de todas as explicações científicas, e sem ser cientista, parece-me óbvio que o caminho que a humanidade tem seguido é insustentável. Explorar e consumir os recursos naturais até à exaustão, produzir Co2 de forma crescente, deixar resíduos tóxicos no mar, terra, água e ar, construir sem regras, é para qualquer pessoa evidente que leva à destruição.
Tenhamos esperança de que nesta reunião de Cimeira de Copenhaga se chegue a um verdadeiro compromisso que as futuras gerações reconheçam como marco histórico.
(http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413028 ;
http://www.ionline.pt/conteudo/36430-copenhaga-abre-com-filme-emocionante---video)
quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
Viva quem Canta
Pelo amor à música enquanto expressão do humano, pelo sentido das palavras que canta, pela simplicidade tão profunda que põe em cada verso, Pedro Barroso é um dos músicos que mais respeito . Hoje, dia 3 de Dezembro de 2009, toca no São Luiz como que dizendo adeus aos palcos.
Pedro Barroso faz 40 anos de carreira e entre muitos discos e músicas, tem aquele que considero um dos melhores álbuns da música portuguesa: "Cantos da Borda d´Água" de 1984. Um álbum é a soma de todas as músicas que o compõem, mas é muito mais do que essas partes, maiores ou menores, mais ou menos famosas e este não só tem grandes músicas como "Menina dos Olhos d'Água" como gira à volta de um conceito que serve como fio condutor em todo o álbum a borda d'água e as suas gentes. Para mim tem ainda uma dos fados que mais gozo me dá a cantar o "Fado da Charneca" ou mais conhecido como o "Fado da Formiguinha"
Pedro Barroso está claramente filiado na música popular portuguesa e é mais um dos músicos de excelência que partilhou o palco e a música com José Afonso.
Embora não seja deste álbum há uma música de Pedro Barroso, que sendo com certeza biográfica, é uma homenagem a todos aqueles que constroem este país e sobretudo que o vão tornando mais autêntico através do canto. "Viva Quem Canta" um grande hino às expressões musicais portuguesas. Vale a pena ler o poema e escutar com atenção todos os cinco minutos e pouco da música.
"Já que aqui estou
Vou-lhes agora contar
de mil passos feitos vida
desta vida atribulada
desta vida de cantar
se sobrar peito
depois de mil melodias
depois de tantas palavras
tantas terras tant’stradas
tantas noites tantos dias
viva quem canta
que quem canta é quem diz
quem diz o que vai no peito
no peito vai-me um país
no Algarve mandei baile
toquei adufes na Beira
em Trás os Montes aprendi
a bombar como um Zé Pereira
Mundo fora dei abraços
nos Açores e na Madeira
deixei amigos do peito
e em casa cantei na eira
viva quem canta
que quem canta é quem diz
quem diz o que vai no peito
no peito vai-me um país
trago nos dedos malhões
toquei rondas de caminho
no Douro aprendi Janeiras
dancei as chulas no Minho
no Alentejo fica o peito
da planície de cantar
no fado colhi o jeito
de um país por inventar
viva quem canta
que quem canta é quem diz
quem diz o que vai no peito
no peito vai-me um país
cantei no alto de um monte
num tractor ou num celeiro
para vinte ou vinte mil
e das palavras fiz viveiro
p’ra quem canta por cantar
pouco mais se pediria
mas quem canta para sentir
para explicar-se e para ser
pensem só quanto haveria
ainda para dizer"
Não podendo estar esta noite no São Luiz, deixo aqui escrito e registado o meu demorado aplauso de pé.
Pedro Barroso faz 40 anos de carreira e entre muitos discos e músicas, tem aquele que considero um dos melhores álbuns da música portuguesa: "Cantos da Borda d´Água" de 1984. Um álbum é a soma de todas as músicas que o compõem, mas é muito mais do que essas partes, maiores ou menores, mais ou menos famosas e este não só tem grandes músicas como "Menina dos Olhos d'Água" como gira à volta de um conceito que serve como fio condutor em todo o álbum a borda d'água e as suas gentes. Para mim tem ainda uma dos fados que mais gozo me dá a cantar o "Fado da Charneca" ou mais conhecido como o "Fado da Formiguinha"
Pedro Barroso está claramente filiado na música popular portuguesa e é mais um dos músicos de excelência que partilhou o palco e a música com José Afonso.
Embora não seja deste álbum há uma música de Pedro Barroso, que sendo com certeza biográfica, é uma homenagem a todos aqueles que constroem este país e sobretudo que o vão tornando mais autêntico através do canto. "Viva Quem Canta" um grande hino às expressões musicais portuguesas. Vale a pena ler o poema e escutar com atenção todos os cinco minutos e pouco da música.
"Já que aqui estou
Vou-lhes agora contar
de mil passos feitos vida
desta vida atribulada
desta vida de cantar
se sobrar peito
depois de mil melodias
depois de tantas palavras
tantas terras tant’stradas
tantas noites tantos dias
viva quem canta
que quem canta é quem diz
quem diz o que vai no peito
no peito vai-me um país
no Algarve mandei baile
toquei adufes na Beira
em Trás os Montes aprendi
a bombar como um Zé Pereira
Mundo fora dei abraços
nos Açores e na Madeira
deixei amigos do peito
e em casa cantei na eira
viva quem canta
que quem canta é quem diz
quem diz o que vai no peito
no peito vai-me um país
trago nos dedos malhões
toquei rondas de caminho
no Douro aprendi Janeiras
dancei as chulas no Minho
no Alentejo fica o peito
da planície de cantar
no fado colhi o jeito
de um país por inventar
viva quem canta
que quem canta é quem diz
quem diz o que vai no peito
no peito vai-me um país
cantei no alto de um monte
num tractor ou num celeiro
para vinte ou vinte mil
e das palavras fiz viveiro
p’ra quem canta por cantar
pouco mais se pediria
mas quem canta para sentir
para explicar-se e para ser
pensem só quanto haveria
ainda para dizer"
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Não podendo estar esta noite no São Luiz, deixo aqui escrito e registado o meu demorado aplauso de pé.
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Poesia
domingo, 29 de Novembro de 2009
Tenho uma Grande Constipação
Na sexta passada comprei o “i” e sem estar à espera deram-me um livro de Fernando Pessoa ou melhor do seu heterónimo Álvaro de Campos. No comboio já não li o jornal mergulhado que fui no livro que inesperadamente recebi.
Ao ler Fernando Pessoa até as coisas mais prosaicas nos parecem poéticas, tal a genialidade com que este poeta trata todos os temas. Tal como este:
"Tenho uma grande constipação,
E toda a gente sabe como as grandes constipações
Alteram todo o sistema do universo,
Zangam-nos contra a vida,
E fazem espirrar até à metafísica.
Tenho o dia perdido cheio de me assoar.
Dói-me a cabeça indistintamente.
Triste condição para um poeta menor!
Hoje sou verdadeiramente um poeta menor.
O que fui outrora foi um desejo; partiu-se.
Adeus para sempre, rainha das fadas!
As tuas asas eram de sol, e eu cá vou andando.
Não estarei bem se não me deitar na cama.
Nunca estive bem senão deitando-me no universo.
Excusez un peu... Que grande constipação física!
Preciso de verdade e da aspirina."
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Fica a curiosidade de saber como é que Fernando Pessoa trataria a Gripe A …
Ao ler Fernando Pessoa até as coisas mais prosaicas nos parecem poéticas, tal a genialidade com que este poeta trata todos os temas. Tal como este:
"Tenho uma grande constipação,
E toda a gente sabe como as grandes constipações
Alteram todo o sistema do universo,
Zangam-nos contra a vida,
E fazem espirrar até à metafísica.
Tenho o dia perdido cheio de me assoar.
Dói-me a cabeça indistintamente.
Triste condição para um poeta menor!
Hoje sou verdadeiramente um poeta menor.
O que fui outrora foi um desejo; partiu-se.
Adeus para sempre, rainha das fadas!
As tuas asas eram de sol, e eu cá vou andando.
Não estarei bem se não me deitar na cama.
Nunca estive bem senão deitando-me no universo.
Excusez un peu... Que grande constipação física!
Preciso de verdade e da aspirina."
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Fica a curiosidade de saber como é que Fernando Pessoa trataria a Gripe A …
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Literatura,
Poesia
quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
Reserva Natural de Sossego
Há um lugar mesmo à beira de Lisboa, onde parece que o tempo parou. Neste lugar somos levados numa viagem ao Portugal mais rural e autêntico. Para visitar, passar um fim-de-semana ou uns dias de férias, deve visitar-se a Aldeia da Mata Pequena
Um povoado constituído por duas fileiras de casas em estilo saloio ao longo de uma pequena rua, remete-nos para um passado não muito longínquo no tempo, mas muito diferente da actualidade.
A 30 minutos de Lisboa, a cerca de oito quilómetros de Mafra, encontra-se esta reserva de sossego fielmente preservada e recuperada. Uma aldeia com poucos moradores e muitos visitantes que procuram este lugar para se uns dias de descanso, lazer e contacto com a natureza.
Uma das melhores formas de conhecer os sítios é através do paladar. Assim, quem passar por lá não pode deixar de visitar a Tasquinha do Gil um pequeno espaço onde se está bem e se come bem. Vale a pena degustar os pratos aí “arquitectados” e confeccionados. Desde as migas com pão de Mafra, com morcela, a um lombo de bacalhau com broa tudo é divinal. Recomendo vivamente experimentar, se houver nesse dia, uma perdiz de escabeche em fatia de pão de Mafra com tomates recheados com nozes que me surpreendeu deveras. Para fechar nas sobremesa também agradáveis surpresas, em especial, salientam, se os doces do tio, que surgiu de uma brincadeira com o doce da avó de todos os restaurantes, mas que não tem nada a ver. Ambos à base de figo, um deles, uma bola de figo e amêndoa servido envolto em aguardente flamejante, o outro figo e amêndoa sobre um crepe envolto em queijo de cabra. Isto é o melhor que eu sei descrever, mas o melhor é mesmo provar.
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Como é Belo o Mundo,
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viagens
No sábado passado na Ericeira captei esta imagem. Uma cadeira junto ao mar para pescadores, namorados, poetas ou sonhadores.
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sonhar
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Foi conhecida ontem a notável proeza de uma portuguesa ser eleita pela revista “Emirates Women” como a mulher do ano do Dubai (Emiratos Árabes Unidos).
Maria do Céu Conceição (um nome muito português) é neste momento considerada um exemplo feminino nesta região do globo, tendo-se destacado pelo trabalho humanitário com crianças em Daka no Bangladesh.
Neste momento tem muitos projectos, nomeadamente, levar a cabo a mesma ideia no Brasil.
Um trabalho humanitário notável que é um exemplo a todos os níveis: pelos resultados, pelo empenho e entrega.
Este projecto trouxe claros sacrifícios para actividade profissional, mas ao mesmo tempo Maria do Céu Conceição soube transformar uma eventual desvantagem em vantagem. Envolveu activamente a empresa no seu projecto, a Emirates Airlines que é também a maior patrocinadora do projecto.
Perguntada sobre a visibilidade que este prémio lhe trouxe responde “assim posso ajudar mais pessoas”.
(Outros artigos de interesse: http://www.ionline.pt/conteudo/33644-maria-do-ceu-conceicao-assim-posso-ajudar-mais-pessoas)
Maria do Céu Conceição (um nome muito português) é neste momento considerada um exemplo feminino nesta região do globo, tendo-se destacado pelo trabalho humanitário com crianças em Daka no Bangladesh.
Neste momento tem muitos projectos, nomeadamente, levar a cabo a mesma ideia no Brasil.
Um trabalho humanitário notável que é um exemplo a todos os níveis: pelos resultados, pelo empenho e entrega.
Este projecto trouxe claros sacrifícios para actividade profissional, mas ao mesmo tempo Maria do Céu Conceição soube transformar uma eventual desvantagem em vantagem. Envolveu activamente a empresa no seu projecto, a Emirates Airlines que é também a maior patrocinadora do projecto.
Perguntada sobre a visibilidade que este prémio lhe trouxe responde “assim posso ajudar mais pessoas”.
(Outros artigos de interesse: http://www.ionline.pt/conteudo/33644-maria-do-ceu-conceicao-assim-posso-ajudar-mais-pessoas)
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